sábado, 22 de janeiro de 2011

"Solidariedade"

Nesta vida por ando,
nunca a solidariedade me abandonou .
Aos meus Irmãos agradeço,
o tal "abraço" que nunca me faltou ...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Pavimento Mosaico"


Quando entrei no Templo, uma das coisas que sobressaíram ao meu olhar, foi o seu chão.
Um chão “aos quadradinhos” brancos e pretos.
Chamam-lhe de "Piso Mosaico”.
Situado no centro da Loja, é o local onde se encontra o Altar, o qual é encimado pelo Livro da Sagrada Lei, o Esquadro e o Compasso (as três Luzes da Maçonaria); sobre esse piso encontram-se também o Painel do Grau e as Colunetas, sendo circundado pela Orla Dentada.

E como piso que é, serve para ser pisado. Claro!
Pois. Mas isso é o que o mais incauto seria levado a pensar…
O Piso ou Pavimento Mosaico, como também pode ser designado, não serve para ser pisado, ou não o deveria ser.
Como pavimento que é, ele serve também para nos lembrar que o piso ou chão de um Templo Maçónico deve ser pisado por qualquer pessoa, independentemente da sua Raça, Credo e Filiação. Quer isto mesmo dizer que o Piso de uma Respeitável Loja, representa também a própria Universalidade da Ordem Maçónica.
Apesar do Templo Maçónico/Respeitável Loja representar as formas do Templo de Salomão (na sua dimensão), este tipo de piso não existia no referido templo, tendo ele origem na Antiga Suméria.
O facto de ter apenas duas cores (Branco e Preto), é que por sua vez já suscita várias interpretações.
Há quem considere que o Preto é o resultado da mistura de todas as cores e o Branco, como a ausência de cor. Há quem por sua vez considere que o Preto é a ausência de Luz e o Branco, a sua presença.
Deixando as “cores” de lado, uma coisa é certa. O Pavimento Mosaico é um Ornamento da Loja, e apesar de não ter um cariz filosófico vincado, ele encerra em si algum simbolismo. E é esse simbolismo que nos interessa apreender
Ele representa as Dualidades que existem na nossa Vida. A luta do Bem contra o Mal, o vencer a Ignorância através do Conhecimento, o triunfo da Verdade sobre a Mentira, a Luz e as Trevas, a Vida e a Morte, o Espírito e a Matéria, a Pobreza e a Riqueza, bem como a Diversidade dos Povos e Culturas que existem.
E no “nosso” caso concretamente, os quadrados brancos e pretos, podem simbolizar a União existente entre Maçons apesar das suas diferenças pessoais e a sua permanente luta contra os Vícios, sobrepondo as suas Virtudes, destacando-se dos demais no Mundo Profano (Iniciados vs Profanos) através das suas Qualidades em detrimento dos seus Defeitos.
E como o  Pavimento Mosaico é formado por quadrados perfeitos, eles simbolizam a Harmonia que deve reinar entre Irmãos, tanto no interior do Templo Maçónico como no mundo profano.
Um Maçon antes de ser Iniciado e passar a viver na Luz, ele era um profano e deambulava pelas trevas, isto é, “não via p’ra lá de lá”; no entanto, na sua Iniciação, a “Luz fez-se”, e Ele passou a ver mais além… Passou a ver mais que simplesmente a cor “preta ou branca”, passou a ver e sentir o contraste de tais “cores”, a sua oposição e a sua ligação mundana.
Uma dicotomia permanente que se reflecte nas nossas atitudes do dia-a-dia. Mas para além disso, o profano depois de iniciado (Maçon) passou a distinguir não só as quadriculas alvi-negras, mas principalmente a linha que as une e que ao mesmo tempo as separa. Um paradoxo, mas que nem por isso é de menor importância. Ao contrário de um profano, um Maçon sabe como e por onde deve caminhar. E é sobre essa “linha” que ele fará o seu percurso, um caminho sem “altos e baixos. Tomando essa via “estreita”, ele não encontrará qualquer obstáculo que lhe dificulte o seu caminho, o que lhe permitirá fazer um percurso limpo e a direito, sem qualquer desvio que abrande a sua busca pela Perfeição.
E como foi alguém que transitou das trevas para a Luz, da noite para o dia, ele tem a perfeita noção que isso significa, alguém que vivia na Ignorância e que agora se faz rodear de Conhecimento, e ele ao circular nessa linha de separação, não toca na Ignorância/mosaico preto (porque se afasta dela) e não toca no Conhecimento/mosaico branco (apesar de estar “perto”). E ele não atinge o Conhecimento, porque o Conhecimento não é atingível. O Conhecimento é algo que não é mensurável, o Conhecimento não é um fim mas antes um princípio, é uma busca incessante.
 E é por isso que o Maçon, utiliza essas linhas, esses canais de força (uma vez que estão no solo, poderei considerá-los como canais alimentados por uma força telúrgica, uma “força viva” que o alimenta), para fazer o seu Caminho de Vida, fugindo da Ignorância e procurando atingir o Conhecimento/Perfeição.
De um lado terá os seus Defeitos e os Vícios que tentará colmatar, do outro lado as Virtudes e Qualidades que procurará acentuar, e que ao mesmo tempo lhe servem de guia.
E por isso, tem uma plena consciência da sua natureza, material e espiritual.
Ele sabe o que quer…
Para ele a noite já não é simplesmente a noite, e o dia também já não é simplesmente o dia. São antes, uma luta incessante entre as trevas e a Luz, uma luta que ele sabe que o rodeará até ao fim dos tempos. E é a viver nessa luta, nesse confronto de dualidades que ele irá prosseguir a sua Vida. Utilizando o seu Livre-Arbítrio como consciência e apoio nessa caminhada.
E o facto de existir uma alternância de cores (preto e branco), permite a existência de contrastes, pois se tudo fosse uniforme, sem diferenças, nada haveria para contestar, e tudo seria perfeito, o que não é de facto a nossa realidade.
E como tal, sem esta dita alternância, como se poderia distinguir o Profano do Iniciado?!
Não seriam eles ambos confundíveis entre si? Pois nada haveria para os diferenciar…
O próprio cimento que serviu de base e alicerce ao Piso Mosaico, simbolizará também a ligação que cada Maçon tem em relação ao seu irmão; isto é, apesar das suas diferenças, o laço fraternal que os une é mais forte que tudo. Um Maçon vive a Fraternidade e a Solidariedade de uma forma mais intensa, mais apaixonada do que qualquer outro. E é essa forma de estar na vida, que lhe permite pisar o Piso Mosaico, sem tocar no preto nem no branco. As cores do piso das nossas Respeitáveis Lojas.
De facto, o Piso Mosaico não é apenas um “Xadrez preto e branco”, simboliza mais que isso. E também muito mais que uma mera interligação entre opostos ou um “simples caminho”...

Disse.                                               

sábado, 15 de janeiro de 2011

"Idades..."

Com 3 anos renasci,
posteriormente 5 anos completei.
Aos 7 anos , mestre me fiz,
e hoje em dia já não conto
os anos pelos quais passei...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Pela Escada de Jacob..."

Pela escada de Jacob acima, subo degrau a degrau, pé ante pé.
De passo firme e acelerado, tento chegar ao cimo.
Nunca uma escada me pareceu tão grande, nunca uma escada me pareceu tão íngreme e comprida.
Mas sempre que fraquejo no caminho e abrando o passo, há sempre um Irmão que me apoia e me persiste em continuar nesta caminhada.

- Nunca desistas!
- Pois sim, meu Irmão.
- Bem sei que é difícil e árdua esta subida, mas nunca a farás sozinho, eu estarei cá sempre para te apoiar.
- Obrigado Irmão, com essas palavras de incentivo, deste-me o alento e a coragem para prosseguir, e sei que se voltar a fraquejar, me susterás na queda, me reconfortarás e me animarás a seguir em diante.

Tenho de prosseguir e assim o farei... até ao cimo!

domingo, 9 de janeiro de 2011

"Intolerância cruél..."

Ó Intolerância cruél que corrois este mundo,
Tão nefasta que és.
À tua conta anda meio mundo às turras e sem forma de se acalmar.
Pões as gentes desnorteadas e sem rumo,
Apenas a desgraça dos outros pretendes alcançar...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Desbastando a minha PEDRA BRUTA...


Com o malho e o cínzel vou desbastando esta pedra bruta que sou.
Uma pedra irregular que almeja a forma cúbica e perfeita.
Somente através desse trabalho poderei alcançar algo mais e melhor, e tornar superior a minha existência.
Sem este desbaste não sou apenas mais que uma simples pedra no meio desta imensa pedreira em que me encontro.
Nada mais que isso.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Iniciação"

No Templo vendado entrei.
Estava escuro e assim fiquei.
Num sem-fim de voltas deambulei.
Por fim, a Luz vislumbrei.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Transformação..."

Com o Esquadro, me esquadrinhei;
Com o Malho e o Cínzel, me cínzelei;
E de Pedra Bruta em Pedra Polida
eu me transformei!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Pedra de Buril

SOU COMO UMA PEDRA DE BURIL.
PEDRA QUE VAI BURILANDO, PEDRA QUE SE VAI POLINDO...
NÃO EXISTE NADA QUE EU NÃO BURILE, NÃO EXISTE NADA, EM QUE NÃO ME TENTE APERFEIÇOAR...
SIGO NESTE TRILHO QUE É A VIDA, ALMEJANDO BUSCAR A ILUMINAÇÃO...