terça-feira, 29 de novembro de 2011

Para escutar (13)...

Hoje trago a Vós uma música que muito toca aos maçons, do Irmão Wolfgang Amadeus Mozart , "Opening of the Lodge".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Reportagem do “DN” sobre Maçonaria…

Na semana transata, o jornal "Diário de Notícias" publicou uma reportagem sobre a Maçonaria, a qual corolou com um debate aberto ao público na sua sede.
Esta reportagem ou grande reportagem como os jornalistas afirmaram ser, infelizmente não trouxe nada de novo que o público mais informado ou interessado nestes assuntos já não o conhecesse.
Aliás, para além desta reportagem conter algumas imprecisões, algo que não pode suceder em jornalismo de investigação, os assuntos tratados circulam pela internet em blogues ou páginas várias, que quase me atrevo a dizer que foi um trabalho de “copy&paste”.
Na referida reportagem quiseram-se “colar” pseudo-rivalidades entre Igreja Católica e a Maçonaria, algo incomparável entre si em virtude da diferença de desígnios e “campos de ação” de ambas as instituições.
Falaram da Justiça e da Política, temas esses sempre tão caros ao público em geral.
Fizeram pelo meio, publicidade a um livro de alguém que revela alguma hipersensibilidade maçónica.
E principalmente e o foco de interesse para o público, para matar a curiosidade da generalidade dos leitores e aumentar a sua tiragem diária, revelaram nomes, que afinal já estão revelados há muito tempo em virtude da sua condição de maçom ser assumida pelos respetivos irmãos, outros nomes foram apenas especulados, e quanto a isso não comento, porque em Maçonaria não comento especulações.
Enfim, abordou-se muita coisa e coisa nenhuma ao mesmo tempo.
Quase me fez pensar que estaria a ler uma das tão habituais reportagens sobre Maçonaria efetuada por outra publicação com nome de dia de semana…
Honestamente, eu estava à espera de encontrar algo que fizesse jus ao epíteto de “grande reportagem”, sinceramente que sim. Mas, encontrei coisa nenhuma que enquanto profano já não o soubesse…
Dessa forma no meu entender, nem o jornal saiu beneficiado literariamente, apenas financeiramente porque de certeza nesses dias bateu recordes de vendas (é essa a minha ideia); nem a Sociedade saiu beneficiada com a publicação de tal reportagem que apenas serviu para a confundir ainda mais.
A Maçonaria, essa sim, saiu beneficiada. Não pelas críticas e ataques sofridos, mas porque mais uma vez teve publicidade gratuita pelos media. E isso sim é que é importante.
Tal como um Amigo meu diz e bem: “O importante é a Maçonaria não cair no esquecimento, nunca!”.  Concordo inteiramente com essa afirmação, porque só assim a Maçonaria se pode afirmar e assumir como uma sociedade/associação de carácter não secreto.
Porque se o fosse, não se falaria tanto dela; pois ninguém fala daquilo que não conhece.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Silêncio...

 
Apesar das minhas variadas pesquisas sobre a Ordem Maçónica, após a minha Iniciação, percebi que por mais livros que lesse e pesquisas que na internet fizesse, eu era um “ignorante” maçom. E digo um “ignorante” maçom e não um maçom ignorante. Porque de facto não sou uma pessoa ignorante ou burra nem tenho sequer esse tipo de atitude na minha vida. Assumo é que sofro de Ignorância Maçónica.

Enquanto profano, considerava-me um profano com alguma cultura maçónica, seja lá o que isso for…
  As leituras, as pesquisas em fóruns especializados sobre a Arte Real, os vídeos e documentários que visionava, apenas me aumentavam os meus conhecimentos sobre a Maçonaria. Criaram-me uma certa disciplina de estudo e motivaram-me a aprender ainda mais. Pois cada vez que pesquisava, mais me “aguçava” o espírito.
Mas, por mais que lesse e estudasse, sentia que faltava ali “qualquer coisa”. Os livros e os vídeos não “mostravam” tudo. Não mostravam como se faz Maçonaria. E principalmente como se vive a Maçonaria. Para se fazer e viver a Maçonaria, é necessário a sentir.
  E algo que me permitiu viver e sentir a Maçonaria, foi o silêncio que me foi imposto enquanto Aprendiz.
Algumas das mais-valias desse silêncio, é aprender, ouvir e escutar de uma forma que se assim não fosse, influenciaria negativamente a minha aprendizagem.
  Apesar de eu estar obrigado a permanecer em silêncio no interior do Templo, eu assisto e rebato mentalmente o que se passa e o que se debate em Loja.
E ainda bem que tenho de permanecer calado, pois num sem número de vezes, me teria “espalhado ao cumprido”. Quantas vezes estive errado ou com ideias diferentes do que algo seria na realidade. O que é relevante é que se tivesse intervido, teria perturbado a harmonia da Loja e teria feito perder tempo aos meus Irmãos.
Sendo por isso, também, que um dos motivos pelos quais o Aprendiz deve permanecer calado em sessão de Loja, é para que aprenda e acima de tudo, discipline a sua vontade de falar. E assim falar somente o necessário, de forma sucinta apenas o que é importante que diga para conhecimento dos demais Irmãos.
É através do (seu) silêncio, tal como a citação latina “Audi, Vide, Tace”, (ver, ouvir, sentir/calar) o demonstra, é que a reflexão é posta em prática, analisando de forma demorada e paciente, o que se tem a aprender e principalmente o que se tem para dizer. De facto, reconhecer o valor do silêncio nos dias que correm, onde toda a gente parece mais preocupada em se fazer ouvir, do que ouvir alguém; é de elevada importância, por isso eu sinto-me grato pelo tempo em que tive de permanecer em silêncio.
  Estar em silêncio é uma das formas de se viver a Maçonaria, sobre as outras, por agora me manterei em silêncio…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Maçonaria Operativa / Maçonaria Especulativa...

A 24 de Junho de 1717 é fundada a Grande Loja de Inglaterra, proveniente da fusão de quatro lojas de pedreiros existentes na cidade de Londres, (A Coroa, O Ganso e a Gralha, A Taça e as Uvas, e A Macieira).

Com esta “fundação”, dá-se a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa, a Maçonaria contemporânea.

Mas o que são Maçonarias Operativas e/ou Especulativas?

A Maçonaria Operativa era a maçonaria dos pedreiros e construtores de catedrais que “praticavam” a sua arte desde o século X ao século XV e que durante esse tempo desenvolveram o estilo gótico, que hoje em dia ainda se pode observar nas catedrais que sobreviveram até aos tempos atuais, nomeadamente um dos expoentes máximos desse movimento estilístico, a Catedral de Chartres.

Os pedreiros e construtores desses tempos, tinham uma espécie de “carta de alforria” que os libertava de certas obrigações e impostos, e por isso eram designados por pedreiros-livres (freemason), termo que hoje em dia prevaleceu na maçonaria atual para diferenciar os pedreiros de ofício (stonemasons) em relação aos pedreiros do espírito (freemason).

Foi através dos seus conhecimentos (sabedoria) e da sua união (sindicatos/lojas) que eles se tornaram apetecíveis para uma burguesia que entrava numa nova era e começava então, a beber dos ensinamentos do Iluminismo. A Luz, a Liberdade, a Igualdade, e principalmente a Fraternidade eram novos valores populares. E os pedreiros operativos já os incluíam nos seus princípios há bastante tempo, pois movimentavam-se entre terras, mesmo desconhecidas, apenas conservando os seus conhecimentos, e se reconhecendo através dos seus toques, palavras e sinais, tal como os maçons atuais. A igualdade entre eles existia, mas desenvolvida num sistema de três graus, o Aprendiz e o Companheiro, e entre os companheiros seria designado um Mestre como diretor de obra. O desenvolvimento da fraternidade era o cúmulo do que se vivia nos seus locais de reunião, as Lojas.

Todavia, com o fim do Renascimento, o movimento gótico lentamente se extingue e as lojas de pedreiros operativos começam a declinar e a perder membros, mas na razão inversa, começam a ser visitadas por burgueses e estudantes de ciências ocultas (alquimistas, rosacruzes…) que tentados pelos conhecimentos e forma de estar dos pedreiros operativos, influíram para elas. E partir do momento em que as lojas operativas aceitaram estes novos pedreiros, que se transformaram em lojas especulativas. Não lojas onde se tratam assuntos de construção e fraternidade entre homens, mas para lojas onde o Homem é o centro da discussão. Originado um pensamento, o Homem deixou de ser construtor de catedrais, templos externos para construírem/desenvolverem o seu templo interno, o seu Eu.

Este tipo de lojas proliferou na época, ao mesmo tempo que as lojas operativas iam se extinguido, e com a adesão de novos membros, ricos e cultos, os temas abordados e as discussões acaloradas, levaram a que se criasse um conjunto de regras para que o respeito não resvalasse na violência, e foram criados os doze princípios da Regularidade que subsistem até hoje.

Como já afirmei no início, com a fusão de quatro lojas londrinas que originaram a Grande Loja de Inglaterra, a Maçonaria Especulativa evoluiu de tal forma que ainda hoje em dia, singra no mundo inteiro nas suas duas formas, Tradicional e regular e a Liberal ou adogmática.